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P2020


VIRIATO



Designação do projecto VIRIATO - Veículo Inovador Reutilizável para Investigação e Alavancagem de Tecnologia Orbital
Código do projecto 46100
Tipologia da Operação Sistema de Incentivos à Investigação e Desenvolvimento Tecnológico - Programas Mobilizadores
Código da operação POCI-01-0247-FEDER-046100
Objectivo temático OT 1 - Reforçar a investigação, o desenvolvimento tecnológico e a inovação
Região de intervenção Norte, Centro, Lisboa e Alentejo
Promotor líder Omnidea Lda.
Copromotores CEIIA - CENTRO DE ENGENHARIA E DESENVOLVIMENTO; TEKEVER SPACE – SISTEMAS ESPACIAIS, LDA; NEGI - INSTITUTO DE CIÊNCIA E INOVAÇÃO EM ENGENHARIA MECÂNICA E ENGENHARIA INDUSTRIAL; SPIN.WORKS S.A; ISQ - INSTITUTO DE SOLDADURA E QUALIDADE; EDISOFT - EMPRESA DE SERVIÇOS E DESENVOLVIMENTO DE SOFTWARE S.A; UNIVERSIDADE DO PORTO; AEDCP – ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA PARA O CLUSTER DAS INDUSTRIAS AERONÁUTICA, DO ESPAÇO E DA DEFESA; +ATLANTIC, ASSOCIAÇÃO PARA UM LABORATÓRIO COLABORATIVO DO ATLÂNTICO; UNIVERSIDADE DE ÉVORA; OPTIMAL STRUCTURAL SOLUTIONS, LDA
Data de aprovação 23/11/2020
Data de início 01/07/2020
Data de conclusão 30/06/2023
Investimento total elegível 5.885.598,28 €
Apoio financeiro da União Europeia através do FEDER 4.269.773,82 €
Programa financiador Programa Operacional Competitividade e Internacionalização (POCI)
Programa Operacional Lisboa e Vale do Tejo (POLVT)

Breve Descrição do Projeto

O projeto VIRIATO tem como objetivos desenvolver, integrar e operar um veículo sub-orbital para validação e ensaio de tecnologias fundamentais para um futuro desenvolvimento de lançador de microssatélites Português que irá operar, preferencialmente, a partir do futuro porto espacial de Santa Maria, Açores.
O propósito final do desenvolvimento de um micro-lançador de satélites Português é dotar Portugal e a Europa de uma solução robusta, barata e ecológica para aceder ao mercado do lançamento de micro-satélites que será um dos grandes vetores do desenvolvimento espacial dos próximos anos.
Tendo em conta a diversidade de áreas envolvidas foi reunido um consórcio (Figura 1) que engloba uma fração relevante da indústria espacial nacional, com competências demonstradas em áreas chave como a propulsão espacial, aviónicos para voo, estruturas de alto desempenho e equipamentos de suporte a operações. Desta forma este consorcio assegura a existência de uma relevante experiência e know-how dos seus recursos humanos na área da investigação e desenvolvimento de tecnologias, mas também a existência de equipamentos e infraestruturas que facilitarão a execução com sucesso do projeto.

Estrutura do Projeto

PPS 1 - Gestão, Qualidade, Segurança e Disseminação - OMNIDEA
PPS 2 – Plataforma & Elementos estruturais - CEiiA
PPS 3 – Sistemas Propulsivos e Atuadores - OMNIDEA
PPS 4 - Instrumentação & Controlo - TEKEVER SPACE
PPS 5 - Logística, operações e utilizadores no segmento Terrestre - EDISOFT
PPS 6 – Protótipo VIRIATO – Integração, Teste & Demonstração - OMNIDEA

Desta forma poder-se-á dizer que este trabalho assenta em 5 pilares fundamentais que conduzirão ao sucesso deste projeto.
O primeiro relacionado com a gestão, qualidade e disseminação. A gestão de tamanha atividade implica uma boa gestão do consórcio tanto a nível de tempo e entregáveis, como ao nível dos cumprimentos dos objetivos de cada PPS relacionados com a gestão e harmonização dos requisitos dos diferentes subsistemas e integração dos mesmos como um todo, acomodando as diferentes soluções e aglomerando-as num sistema completo e funcional. Para a realização desta tarefa conta-se com a participação da Omnidea e do Cluster da Aeronáutica Espaço e Defesa que nos permitirá agilizar os canais de comunicação com as diferentes entidades do consórcio, uma vez que todas são associadas deste cluster. Na área da qualidade o projeto conta com a experiência do ISQ no que respeita a regulamentação das instalações para operar e demonstrar um veículo suborbital e nas questões relacionadas com a segurança do veículo.
O segundo pilar relacionado com o desenvolvimento de produtos, nomeadamente nas áreas tecnológicas a desenvolver para construir o veículo suborbital irá permitir às empresas aumentar o seu conhecimento e portfólio a nível de produtos com aplicação demonstrada em ambiente relevante. No caso das estruturas onde estão presentes Centros de investigação e Universidades de renome como CEiiA, INEGI e FEUP e empresas com capacidade demonstrada na área da engenharia como a EEA e a Optimal no caso dos compósitos. No que diz respeito aos aviónicos o consórcio pode contar com a experiência da Tekever Space e da Spin.Works e da Universidade de Évora. Os sistemas propulsivos serão da responsabilidade da Omnidea que conta com a participação do CEiiA nos métodos de produção por ALM e da Universidade de Évora no que respeita ao desenvolvimento de motores de alta potência. Quanto às eventuais perspetivas de mercado dos subsistemas a desenvolver através da experiência deste projeto foram identificadas as seguintes: comercialização direta de componentes ou partes do sistema desenvolvidos através de mercados relacionados e participação em desenvolvimentos futuros na área com base nas competências obtidas.
O terceiro pilar está relacionado com serviço que compreende a logística onde a experiência do ISQ no porto espacial em Kouru na Guina Francesa é relevante, bem como a experiência da Edisoft no segmento terrestre em Santa Maria, Açores e do Laboratório colaborativo +Atlântico no apoio ao desenvolvimento do conceito de operações de preparação e recuperação do veículo bem como na criação de futuras sinergias para validar a colocação de payloads de teste no veiculo suborbital.
No que respeita à integração e operacionalidade do veículo suborbital, a Omnidea em conjunto com o CEiiA, EEA, Tekever Space e ISQ levará a cabo este serviço.
O último pilar, a demonstração do veículo suborbital culmina com um demostrador de tecnologias. A nível de valorização económica este resultado poderá contribuir significativamente para duas estratégias globais de valorização dos resultados do projeto, valorizar diretamente o veículo através da comercialização de serviços de lançamento suborbital, e continuar a linha de desenvolvimento para a criação de um veículo maior, micro lançador Português, com capacidade de lançamento orbital.